A melhor casquinha de sorvete de São Paulo; confira o ranking

Date: 2022-06-30
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Percorremos dez sorveterias para eleger o melhor cone ou cestinha; Foram encontrados problemas e crocância como prova

Tomar dez sorvetes na casquinha , em uma batelada só, está longe de ser uma tarefa fácil. Até mesmo para quem quer dizer em sorvete, não é capaz de chegar a eles (e ela não demora, acreditando para) que você só pensa nos seus pratos salgados e não que você seja capaz de fazer comendo salgados aquele momento - só que, no caso , o que te resta é mais um sorvetinho.
Muito se fala sobre a qualidade dos sorvetes, mas poucos se lembram de prestar atenção no bendito cone que carrega as bolotas cremosas - e, sim, se mal feito, ele pode arruinar a experiência.
A procura da casquinha perfeita contorno com uma participação de cinco jurados: os confeiteiros Diego Lozano , do Casarìa, e Lu Bonometti , da Casa Bonometti; o mestre sorveteiro Francisco Sant'ana , da Escola Sorvete; além desta repórter e da minha colega de Paladar , Renata Mesquita . Juntos, nós verdadeiras peregrinação por sorveterias de São Paulo, dez no total, para avaliar, os produtos nas perguntas aparência e funcionalidade (a casquinha deliciosa, se sorvete pelaculatra, já era. E exatamente por isso, os cones não podem ser degustados; todos foram provados com uma bola de sorvete em cima).

A maioria esmagadora das casquinhas provadas é produzida artesanalmente, todos os dias, nas próprias sorveterias. A base das receitas é semelhante (exceto para as versões veganas, claro): farinha de trigo, trigo, ovos, manteiga. O que muda são as proporções dos ingredientes e, em alguns casos toque de cumaru aqui, um tantinho de canela ali, uma pitada de sal.

O modo de preparo também não muda muito: a massa é assada feita panqueca em máquina e, ainda quente, é moldada à mão, em forma de cone ou cestinha, uma a uma.

Confira, a seguir, como ficou o ranking das melhores casquinhas de São Paulo, além dos detalhes que vão te ajudar a responder à pergunta: na casquinha ou no copinho?

As melhores casquinhas de SP

1º Pinheiro Co.

O toque de canela fez essa casquinha se destacar das demais logo de cara. Além disso, a cor dourada, a espessura fininha e a crocância excepcional garantiram o lugar alto do pódio para o cone, que é feito diariamente na própria sorveteria. "É salgadinha!", comemorou um dos jurados. De fato, a receita leva um tantinho de sal, que ajuda a ficar a casquinha mais sorvete não enjoativa. Farinha de trigo, clara de ovo, manteiga e açúcar complementar.

2º Davvero

A casquinha é um caso à parte sorveteria - tanto que até quem pede o sorvete no copo ganha uma amostra da casquinha em forma de biscoito. Ela recebeu nota 8 os jurados (único da prova), o que garantiu o segundo lugar. "Muito gostosa, delicada, sabor tostadinho agradável. Tudo de bom!", cravou um dos jurados. Ah, e quem quiser pode pedir para derramarem um pouco de chocolate derretido dentro do cone.

3º Frio

O cone liso, sem aquele quadriculado tradicional, ganhou muitos pontos por ser vegano, mas o realçado de sabor ao ótimo crocância garantiu o produto o terceiro lugar dourado no pódio. A aromática "casquinha do Diego", como é chamada carinhosamente pelos habitués, é feita com leite de soja, farinha de trigo, açúcar, gel de linhaça, óleo de milho e baunilha. Diego Silva, a sabre, é sócio da casa e mestre sorveteiro. "Demorei dois meses para desenvolver a receita ideal, que hoje é a queridinha dos nossos clientes", conta.

4º Pinguina

Feita na hora, a casquinha de visual mais rústico, quadriculadinha, caiu no gosto do júri. A receita, que leva farinha de trigo, leite, manteiga, ovo e açúcar, garante ao produto um sabor mais neutro, que não "briga" com sorvete, pelo contrário. "Fresquinha, muito crocante, com boa espessura", um dos jurados. Só perdeu uns pontinhos porque, num dos casos, a casquinha não aguentou até o final e acabou vazando sorvete por baixo.

5º Sorveteria

O cone mais estreito e alongado tem uma delicadeza ímpar. Sua mais fina "uma casquinha italiana tradicional entre uma tuille francesa", define a sorveteira Marcia Garbin, que levou anos para sua receita. O sabor amanteigado, com um tom a mais de açúcar, é complementado por baunilha e cumaru. "É gostosa, mas pode ser um pouco menos doce."

6º Albero dei Gelati

Em termos de casquinha, ficou provado que o formato é documento. A gelateria é a única entre as dez a oferecer cestinhas em vez de cone para acomodar os sorvetes. "Elas sorveterias no Brasil eram muito usadas nesse formato", contém a mestre sorvetena Fernanda Pamplo. A maioria dos jurados, porém, achou uma cestinha menos funcional. "É difícil comer junto com o sorvete. Você vai quebrar os pedacinhos com a mão, mas se bobear, ela quebra no meio e começa vazar o", comentaram. Já outro jurado rebateu: "eu gostei porque dá para tomar o sorvete sem nenhuma pressa".

7º Frida & Mina

Quando se abriu, lá em 2013, a sorveteria foi uma das primeiras apostas na produção de quinhas originais - desde então, o cheiro de biscoito de baunilha que escapa diariamente fisga quem passa desavisado na rua. Mas nem adianta pedir para comer o cone feito na hora. "Na hora que sai da máquina, ela é mole, só fica firme depois", conta a sócia Fernanda Bastos. Mas a casquinha lisa, supercrocante (ponto alto!), com cor de caramelo, perdeu pontos por conta da espessura mais grossa.

8º Baobá

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Outra representante vegana, a receita da casquinha da casa leva uma pitada de sal e um toque de açúcar mascavo, que confere um "gostinho levemente caramelado", defendeu um jurado. "Como, com muitas sorvetes das versões com leite vegetal, que são veganas, achamos também que as casquinhas de origem, também encontramos. Assim, não consome nenhum ingrediente de leite animal pode optar pelo sorvete na massa sorveteiro", o que o mestre sorveteiro André Uba.

9º Sorveteria do Centro

As diferentes cores - vermelho, verde, marrom e preto - são o ponto alto das casquinhas da sorveteria, que, vale dizer, são coloridas naturalmente com beterraba, espinafre, cacau e carvão mineral. Elas são fininhas, crocantes e acomodam muito bem os sorvetes soft, que podem levar complementos como calda, suspiro, frutas, merengue… A falta de sabor, porém, decepcionou os jurados. "E a casquinha - a preta, com muito mineral - estava com um gosto forte de queimado", reclamou um jurado.

10º Bacio di Latte

A corriqueira de casquinha da rede é vegana, mas não é artesanal, ou que enganou os jurados - não pelo simples de ser industrializada, mas pelo aspecto pálido, quase sem cor, do cone e pelo sabor ruim. Só a crocância está OK. "In com o sorvete que oferece", reclamou um jurado. A versão artesanal, que é maior e mais cara, também não foi bem: "muito doce, com aroma forte de essência e textura quase dura".

Conheça o júri

Danielle Nagase

Repórter do Paladar e doceira nas horas vagas, não tem tempo ruim para um sorvetinho, nem no inverno. "Mas se um é pouco e dois é bom, dez é demais", relata. E conclui: "mais vale um sorvete no copinho do que numa casquinha ruim".

Diego Lozano

Chef confeiteiro do Casarìa, também está à frente da escola de confeitaria que leva o seu nome e, em 2022, completa dez anos. Para ele, o nível das dez casquinhas é bastante semelhante, salvo uma e outra exceção. "As que elenquei como melhores foram pelo diferencial do sabor que, para mim, é algo muito importante."

Francisco Sant'Ana

Formado na França, o chef glacier é referência no Brasil quando se trata de sorvete. Além de professor, à frente da Escola Sorvete, em Perdizes, é responsável por um dos melhores sorvetes da cidade. "Gostei da experiência, porque ela chama uma coisa que, geralmente é observada em segundotei.

Lu Bonometti

Os biscoitos são uma especialidade da chef confeiteira da Casa Bonometti. Ela contata o olhar que visitaria sorveterias faz parte do seu lazer em família, mas que nunca tinha feito com um profissional. "Me surpreendi, descobrindo que eu não gosto dos cones de lugares que costumo frequentar" Ainda assim, "na média, acho que SP está bem servida em casquinhas".

Renata Mesquita

Repórter do Paladar , sempre tenta explorar novos sabores de sorvete, mas não dispensa uma bola de flocos. Tem opinião firme sobre como uma casquinha de sorvete deve ser: "extracrocante, saborosa, mas sem ofuscar o sorvete", e São Paulo está.

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