Sir Lewis Hamilton: Piloto da F1 recebe título de cavaleiro na Inglaterra

Date: 2022-06-29
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Luiz Teixeira escreve sobre uma polêmica fala a racista de Nelson Piquet ao se referir ao heptacampeão

Sem dúvidas, a terça-feira no mundo do automobilismo foi marcada pelas reações às falas racistas do ex-piloto Nelson Piquet sobre o heptacampeão Lewis Hamilton. Por isso convoquei meu amigo Luiz Teixeira, repórter dos canais Globo, apaixonado por Fórmula 1 e negro, para escrever sobre o tema ea importância do piloto da Mercedes para a representatividade negra no mundo atual. De quebra, ele dá uma aula sobre o uso do termo "neguinho" e seu significado no contexto. Leia abaixo!

por Luiz Teixeira*

Na letra da música "Bang!", o rapper Emicida usa uma frase semelhante ao título desse texto enfatizar que ele não é o “neguinho”. Simplesmente por ter uma pele escura, Leandro Roque de Oliveira foi tratado, por muitos anos, da forma mais racista e pejorativa possível. Como resposta o complemento da declaração na canção que veio pra ser "traduza gíria popular e contemporânea": "cara cara!".

No filme "Cidade de Deus", ator Leandro Firmino usou uma outra declaração, que também lembra muito, para enfatizar que não era mais pequeno "Dadinho", mas sim o "Zé, p...", o dono do morro, o dono do mundo. Você, homem negro que leu esse título, certamente já foi chamado de neguinho. Assim como "neguinha" é a forma como as mulheres negras também devem atender diariamente.

Vou usar um pouco da filosofia africana pra me aprofundar no tema em questão. Dentro dela, existe a criação do "Ma'at", que, resumidamente, é "aquilo que é certo", "que remete a verdade", como a ética para nós aqui no Brasil. E Lewis Hamilton ao tomar conhecimento do " neguinho ", usando o mesmo que faz "Ma'at" ou "fazendo aquilo sem saber, para afirmar que estavam com ele com ele era "mais do que fazer". racismo nos transforma em um "não ser" a partir da visão do racista.

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